1936

Em 27 de Janeiro, Radamés completa 30 anos

 

  • Nasce, a 18 de julho, no Rio de Janeiro (RJ), Alexandre Genoíno Gnattali [1],
    primogênito do casal Radamés e Vera.

 

Alexandre, com os avós paternos, Alexandre e Adélia,
e Bulungo, o papagaio da tia Aída.
Porto Alegre, 1937.

 

 

  • Em 12 de setembro é inaugurada a PRE-8  Sociedade Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Radamés é contratado inicialmente como pianista de orquestra passando, em pouco tempo, a arranjador e maestro.

 

Radamés, em 1936, tendo à frente o microfone da PRE-8,
uma espécie de ícone da Era de Ouro do rádio brasileiro.
Foto: Arquivo Fundação MIS/RJ

 

 

Foto: arquivo Fundação MIS/RJ

A Orquestra All Star, uma das orquestras da Rádio Nacional, em 1936, era formada por 2 trompetes, trombone, 2 saxofones altos/clarinetes, saxofone tenor, piano, contrabaixo e bateria.

Radamés era o pianista da orquestra, a regência ficava a cargo de Romeu Ghipsman. Ao fundo, na bateria, Luciano Perrone.

Note-se que a orquestra possuía um set de percussão sofisticado, com tímpanos, gongo e vibrafone, além da bateria.

 

 

  • Radamés assina os arranjos e a direção musical da revista em dois atos e 40 quadros, Parada das Maravilhas [2]encenada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro nos dias 10 e 18 de outubro. Leia mais em Música em cena > teatro / dança.

 

  • A gravadora Victor lança, de Radamés, o choro Amoroso e as valsas Duas da ManhãPrimavera de amorZeli e Relembrando o passado. Todas as faixas com a Orquestra Típica Victor.

 

 

Radamés compõe:

    • Concerto nº 2 para piano e orquestra
    • Lenda e Choro para quarteto de cordas
    • Rapsódia para dois pianos e jazz (incompleto) [3]
    • Três miniaturas – valsa, modinha e jongo – suíte para piano [4] 

 

  • Nasce, no Rio de Janeiro, o pianista e compositor Luizinho Eça (Luiz Mainzi da Cunha Eça), a quem Radamés dedica, na década de 1960, o Concerto Carioca nº 2, para trio de piano, contrabaixo e bateria com grande orquestra.

 

  •  Oscar Niemeyer e Lúcio Costa projetam a sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro. A inspiração veio do arquiteto suíço Le Corbusier, com linhas retas e um novo conceito de funcionalidade.

 

  • É inaugurado, no Rio de Janeiro, o Aeroporto Santos Dumont.

 

  • É realizada, na Alemanha, a primeira gravação de um concerto em fita magnética.

 

[1] Alexandre Genoíno Gnattali formou-se em Odontologia em 1963. Em 1969 viajou para a Índia onde estudou na escola Kaivalya Dahma, na vila de Lonavla, estado de Maharastra, formando-se professor de Yoga. De volta ao Brasil, ingressou na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no curso de Educação Física, graduando-se em 1976.

[2] Fonte: Hemeroteca da Biblioteca Nacional –  Jornal do Brasil, de 10/10/1936  e 18/10/1936.

[3] A Rapsódia para 2 pianos e jazz  (1936) parece ser a primeira versão da Fantasia Brasileira nº 1 para piano e orquestra, esta, de 1937.

[4]  A partitura original dessa suíte não foi  localizada. Há uma fotocópia do manuscrito do autor arquivada no Acervo Radamés Gnattali na Casa do Choro, no Rio de Janeiro, porém, contendo trechos praticamente ilegíveis. Radamés compôs a suíte para participar do CONCURSO DE COMPOSIÇÃO DE SUÍTES PARA PIANO DE 1936, realizado pela Associação dos Artistas Brasileiros. O prêmio de melhor composição foi  concedido em chave, empatados, a Radamés Gnattali, pela sua suíte e a Brasílio Itiberê, pela suíte Invocação, Coral e Dança. A obra de Radamés está citada em jornais da época, ora como Suíte, ora como Miniaturas. Em 1940 Radamés transcreveu a peça para grande orquestra com o título Três Miniaturas – valsa, modinha e jongo).

Fonte: Hemeroteca da Biblioteca Nacional
Correio da Manhã, 14/04/1937

Correio da Manhã, 07/08/1937

Correio da Manhã,  “Recital do pianista Arnaldo Estrella” –  17/08/1937  ;