1965

  • Morre no Rio de Janeiro (RJ) Vera Bieri Gnattali, esposa de Radamés.

 

  • O duo de violoncelo e piano Iberê Gomes Grosso e Radamés Gnattali apresenta-se no Salão Leopoldo Miguez, da Escola Nacional de Música, executando, além da Sonata nº 2 de Villa-Lobos, as seguintes peças de Radamés: Sonata (1935), Flor da noite (1938), Modinha e Baião (1952)“Dos concertos mais importantes da temporada do IV Centenário”, escreve o escritor e crítico musical Andrade Muricy [1].

 

  • A Continental lança o Concerto Carioca nº 1 para piano, violão elétrico e orquestra (1950), de Radamés Gnattali, com a Orquestra Sinfônica Continental, dirigida pelo maestro Henrique Morelembaum, tendo como solistas José Menezes (violão elétrico) e Radamés (piano). “… a melhor homenagem que poderia ser prestada à Guanabara no ano do seu quarto centenário”, escreve o crítico,  jornalista e pesquisador musical Lúcio Rangel.

 

 

 


Concerto Carioca n.º 1 para piano, violão elétrico e orquestra
I – Abertura – Marcha-rancho (trecho)
Orquestra Sinfônica Continental
José Menezes, violão elétrico
Radamés Gnattali, piano
Henrique Morelembaum, regente

Continental – PPL-12.168 (1965)

 

  • Radamés assina a direção musical dos filmes: Grande Sertão, de Geraldo e Renato Santos Pereira, baseado em romance homônimo de Guimarães Rosa ; A falecida, de Leon Hirshman, baseado em peça homônima de Nelson Rodrigues.

 

  • Radamés compõe:
    • Concerto para violoncelo, piano e orquestra de cordas
    • Exercícios para piano (rascunho de cinco exercícios, sendo que o segundo está incompleto)
    • Sonatina para violoncelo e dois violões
    • Sonatina para violoncelo e piano (apenas 1º e 3º movimentos completos) – do original para violoncelo e dois violões.

 

  • O Estado da Guanabara comemora o seu Quarto Centenário ao som de Cidade Maravilhosa, de André Filho, que se tornara hino oficial no ano anterior, pela Lei nº 488.

 

  • Estreia, no Teatro Jovem do Rio de Janeiro, o musical Rosa de Ouro, dirigido por Hermínio Bello de Carvalho, marcando o retorno da cantora Aracy Cortes e o lançamento da cantora Clementina de Jesus à cena carioca.

 

  • É inaugurada a TV Globo, posteriormente passando à denominação de Rede Globo de Televisão.

 

  • A UNE (União Nacional dos Estudantes)  organiza passeatas e manifestações contra a ditadura militar, em todo o Brasil.

 

  • A moeda brasileira, Cruzeiro, é rebatizada de Cruzeiro Novo.

 

  • O Ato Institucional nº 2 (AI-2) extingue todos os partidos políticos e institui o bipartidarismo: a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), de apoio ao governo, e o  Movimento Democrático Brasileiro (MDB), a chamada “oposição consentida”.

[1] Fonte: Hemeroteca da Biblioteca Nacional – Correio da Manhã (RJ), de 02/04/1965.