1960

  • Sexteto Radamés Gnattali  excursiona pela Europa durante 3 meses, integrando a III Caravana Oficial de Música Popular Brasileira [1].
       
  • Sexteto Radamés Gnattali: na foto abaixo, ao piano, Radamés, líder e arranjador do conjunto; sua irmã Aída Gnattali (segundo piano), José Menezes (violão elétrico) e Edu da Gaita, em participação especial, nessa turnê. Ao fundo, da esquerda para a direita: Pedro Vidal (contrabaixo), Luciano Perrone (bateria) e Chiquinho do Acordeom. Na ponta, o compositor Luiz Bandeira, convidado a participar da caravana como cantor. Não está na foto o teatrólogo Joraci Camargo (1898-1973), que acompanhou o grupo como roteirista e mestre de cerimônias. O autor da peça Deus lhe pague tinha a função de, durante os concertos, levar o ouvinte europeu a compreender certas características da música popular brasileira, sem didatismo, com textos interessantes e pontuais.

 

  • O programa Ondas e Estrelas  (uma parceria da Rádio Nacional com a TV Rio – canal 13) transmite diretamente da Sala Leopoldo Miguês, da Escola Nacional de Música da UFRJ, concerto da Orquestra Sinfônica da Rádio Nacional. No programa, duas obras de Radamés Gnattali: o bailado O Negrinho do Pastoreio para orquestra, com regência do autor, e Brasiliana nº 6 – concerto para piano e orquestra, com regência de Ercole Varetto, tendo Radamés como solista. (Fonte: Diário Carioca, RJ, de 24/01).

 

  • Radamés grava na Continental o elepê Segredo para dois, com orquestra e coro, contendo sucessos do cancioneiro popular brasileiro.

 

  • A Odeon lança o elepê Radamés na Europa, com seu Sexteto e Edu – vol.1.

 

 

  • Radamés compõe:
    • Brasiliana nº 9 – para violoncelo e orquestra de câmara (finalizada em 1961) – dedicada a Paulo Santos
    • O negrinho do pastoreio (bailado) para grande orquestra [2]
    • Sonatina coreográfica (quatro movimentos dançantes) para dois pianos (do original para piano solo, de 1950)
    • Sonatina para flauta e orquestra de cordas [3] (transcrita da Sonatina para flauta e violão – ou piano –, de 1959)
    • Três movimentos para pequena orquestra (extraído da Sonatina para violão e piano, de 1957)

 

  • Estreia da peça A mais valia vai acabar seu Edgar, de Oduvaldo Vianna Filho, com músicas de Carlos Lyra, no Teatro de Arena da Faculdade de Arquitetura. É o nascimento da canção popular de protesto.

 

  • O filósofo Jean-Paul Sartre e sua esposa, a escritora Simone de Beauvoir, visitam o Brasil e são homenageados pelo governo federal.

 

  • No dia 21 de abril dá-se a inauguração de Brasília, a nova capital do Brasil. O Rio de Janeiro, antigo Distrito Federal, passa a se chamar Estado da Guanabara.

 

  • Jânio da Silva Quadros, apoiado por uma coligação de partidos conservadores, é eleito presidente da República. Para vice-presidente é eleito João Goulart, do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro).

[1]  O Sexteto Radamés Gnattali apresenta-se em Lisboa (Portugal), nos teatros São Luís e São Carlos. Neste último, Radamés apresenta o seu  Concerto nº 1 para harmônica de boca e orquestra de câmara, tendo Eduardo Nadruz (Edu da Gaita) como solista da  Orquestra Sinfônica do Conservatório de Música do Porto, com regência do autor. O Sexteto segue para a cidade do Porto e Coimbra. Na França, apresenta-se no Anfiteatro Richelieu, na Sorbonne, no Conservatório Nacional e na Rádio e TV Francesa, em Paris. Em Londres, apresenta-se na BBC, no Wigmore Hall, na Universidade de Oxford e no Royal College of Art. Em Roma, apresenta-se na TV Italiana e em casarões de cultura. Leia mais : revista Radiolândia nº 294 de 21/11/1959   (pg. 25)  (pg. 26)  (pg. 27)  (pg. 56)   (fonte: Hemeroteca da Biblioteca Nacional)

[2]  Anotação da 1ª página: “Do livro  ‘Contos gauchescos e lendas do sul’,  de J. Simões Lopes Neto”.

[3] Anotação de capa: “Gravado em disco Capitol  em Los Angeles por Marthim Rutherman (flauta) e Laurindo Almeida (violão) em 1960”. Fica a dúvida se a nota se refere à gravação da sonatina em sua forma original, para flauta e violão.