Glossário

CAMERATA CARIOCA

Conjunto regional de choro, formado por bandolim solista, cavaquinho, 2 violões, violão 7 cordas, percussão e, eventualmente, acrescido de piano e, em sua última formação, flauta ou saxofone.
Nos catálogos do site adotamos Camerata Carioca  como um tipo de formação instrumental (sexteto) devido ao número significativo de obras e arranjos que Radamés dedicou ao grupo. 

A Camerata Carioca surgiu no Rio de Janeiro, em 1979, formada por músicos muito jovens oriundos do grupo de choro Carioquinhas e em torno do bandolinista Joel Nascimento. Teve como principal incentivador e produtor o poeta e escritor Hermínio Bello de Carvalho, que deu nome ao grupo e, como mentor musical o pianista, compositor, arranjador e maestro Radamés Gnattali.

Além de Radamés (piano e arranjos) e Joel Nascimento (bandolim solo), a Camerata Carioca era composta pelos seguintes músicos: Luciana Rabello (depois Henrique Cazes), cavaquinho; Mauricio Carrilho e João Pedro Borges (depois Joaquim Santos), violões; Raphael Rabello (depois Luiz Otávio Braga), violão 7 cordas; Celso Silva (depois Beto Cazes), percussão. Mais tarde, a Camerata Carioca contou com a colaboração do flautista e saxofonista Edgar Gonçalves, o Dazinho.
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ORQUESTRA DE CORDAS

Embora seja uma orquestra de câmara, convencionou-se adotar nos catálogos deste site a nomenclatura específica Orquestra de cordas, devido ao grande número de peças de Radamés escritas para este grupo, o que deverá tornar mais ágil a busca em formação instrumental.
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PEQUENA ORQUESTRA (Orquestra de câmara; Orquestra de sopros)

Nomes utilizados por Radamés para designar uma orquestra menor que uma sinfônica, com omissão de um ou mais naipes.

QUARTETO DE CORDAS

Formação clássica: 2 violinos, viola e violoncelo.
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QUINTETO DE SOPROS

Formação clássica: flauta, oboé, clarinete, fagote e trompa.
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SEXTETO RADAMÉS GNATTALI (QUINTETO RADAMÉS GNATTALI)

Conjunto instrumental formado por 2 pianos, guitarra elétrica, acordeom, contrabaixo e bateria. O grupo apresentava-se, também, em uma formação de quinteto, com apenas 1 piano.

Convencionou-se adotar nos catálogos deste site a nomenclatura Sexteto Radamés Gnattali e Quinteto Radamés Gnattali para designar suas respectivas formações instrumentais, devido ao número significativo de obras e arranjos que Radamés escreveu para estes grupos, o que deverá tornar mais ágil a busca em formação instrumental.

Liderado pelo maestro, o Sexteto Radamés Gnattali foi  fundado em 1955 na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, tendo como pianistas Radamés e sua irmã, Aída, o guitarrista José Menezes, o acordeonista Chiquinho do Acordeom (Romeu Seibel), o contrabaixista  Pedro Vidal Ramos e o baterista Luciano Perrone.

Segundo Aida, o duo pianístico Radamés e Aida Gnattali, nasceu em 1954, (antes do Sexteto), na própria Rádio Nacional, a partir de um choro de Radamés, Dialongando, arranjado para dois pianos. O sexteto veio em seguida, a partir da boa aceitação do duo por parte dos artistas e produtores da Rádio. Radamés se animou e adicionou ao duo o quarteto de instrumentistas que com ele já vinha atuando desde a gravadora Continental e na própria orquestra da Rádio.  

Em 1960, o Sexteto excursionou pela Europa, como integrante do projeto Caravanas de Música Brasileira na Europa, patrocinado pelo Itamarati, apresentando-se, com absoluto sucesso, em Portugal, França, Itália e Inglaterra. Além do Sexteto, pariticiaparam da caravana Edu da Gaita, o compositor pernambucano Luiz Bandeira e o escritor e dramatrugo Joracy Camargo, como mestre de cerimônias da caravana.

Com a saída de Aida, em 1965, o conjunto passou a se apresentar como quinteto. Em meados da década de 1970, a convite de Radamés, o pianista Laércio de Freitas (o Tio) ingressou no grupo, voltando este, temporariamente, à sua formação original de sexteto. Nesse período, Pedro Vidal Ramos, por motivo de saúde, foi substituído pelo contrabaixista Zeca Assumpção. Em 1985, após 30 anos de fecunda atividade, o Quinteto Radamés Gnattali apresentou-se, pela última vez, na Sala Funarte Sidney Miller, no Rio de Janeiro e, a seguir, na Sala Funarte de Brasília.
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VIOLÃO TRIO

A obra Sonata, para 2 violões (com 3º violão opcional) é apresentada no item Duo e, também, em Trio.
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