1979

  • Radamés Gnattali ganha o Prêmio Estácio de Sá de 1979, pelos serviços prestados à música brasileira, conferido pelo Conselho de Música Popular do Museu da Imagem e do Som.

 

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O Globo (RJ) > Estácio e Golfinho 1979 saíram para quem merece. Por Sérgio Cabral

 

  • A pedido do bandolinista Joel Nascimento, Radamés transcreve a parte de orquestra de Retratos (1956) para conjunto regional de choro. A partir da excelente interpretação de Joel e dos jovens músicos que o acompanhavam àquela época, o maestro se anima e dá início a uma nova e última etapa de sua vida, como compositor, arranjador e pianista. Surge, no Rio de Janeiro, a Camerata Carioca [1].

 

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Jornal do Brasil (RJ) >
Um sarau para Radamés
Por Mara Cabalero

 

 

 

Retratos – para bandolim solista, cavaquinho, 2 violões, violão 7 cordas, pandeiro
I – Pixinguinha (trecho)
Joel Nascimento (bandolim), com a Camerata Carioca
WEA – M990232-2 (1994)

 

 

 

  • A Sala Funarte, no Rio de Janeiro, apresenta, de 24 de outubro a 03 de novembro, o espetáculo Tributo a Jacob do Bandolim, com roteiro e direção de Hermínio Bello de Carvalho, com Radamés Gnattali (piano, composição e arranjos), Joel Nascimento (bandolim) e acompanhamento da nascente Camerata Carioca. Nos dias 13 e 14 de dezembro, o espetáculo é levado a Salvador (BA) e apresentado no Teatro Castro Alves, em curta temporada.

 

 

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O Globo (RJ) > Tributo a Jacob do Bandolim Por Antônio Chrysostomo

 

  • No final de 1979, a gravadora WEA lança o elepê Tributo a Jacob do Bandolim, apresentando o bandolinista Joel Nascimento, ao lado de Radamés Gnattali, e a estreante Camerata Carioca. No repertótio, além de músicas do homenageado, Joel interpreta a suíte Retratos (1956), de Radamés.

 

  • A Funarte/INM lança o elepê Quinteto Villa-Lobos [2], com obras de compositores brasileiros, entre as quais a Suíte para flauta, oboé, clarinete, fagote e trompa (1971), de Radamés Gnattali.

 

  • O pianista Arthur Moreira Lima grava na Copacabana, A grande música de Noel Rosa, no qual interpreta o Concerto de Noel Rosa para piano e orquestra (1978), de Radamés Gnattali, com regência do autor.

 

  • A gravadora Som Livre lança o elepê Iberê Gomes Grosso – Homenagem, em que o grande virtuose interpreta a Sonata para violoncelo e violão (1969), de Radamés Gnattali, tendo ao violão Nelson de Macedo.

 

 

 

  • Radamés compõe:
    • Concerto Carioca nº 2 para dois violões e orquestra de câmara (transcrição do original para piano, contrabaixo e bateria, com orquestra, de 1964) – dedicado ao Duo Assad.
    • Retratos para bandolim solista, cavaquinho, dois violões, violão 7 cordas e pandeiro (transcrição da parte de orquestra, de 1956, para conjunto de choro) – dedicado ao bandolinista Joel Nascimento.

 

 

 

  • Morre, no Rio de Janeiro (RJ), o compositor e radialista Haroldo Barbosa, uma das mentes mais brilhantes da chamada “era de ouro do rádio”, ao lado de Almirante, José Mauro, Paulo Tapajós e Radamés Gnattali.

 

 

  • Início do governo do último presidente do período de ditadura militar brasileira, general João Baptista de Oliveira Figueiredo. Promove-se a abertura política, o AI-5 deixa de vigorar. É sancionada a Lei da Anistia e vários exilados voltam ao país [3].

 

  • O Congresso aprova a reforma partidária que extingue a ARENA e o MDB.

 

 

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[1] Para Camerata Carioca, consulte o Glossário.
[2] O Quinteto Villa-Lobos, à época da gravação desse Lp, era formado por Carlos Rato (flauta), Ricardo Rodrigues Silva (oboé), Paulo Sérgio Santos (clarinete), Carlos Gomes de Oliveira (trompa), Airton Barbosa (fagote).
[3] Retornam do exílio Leonel Brizola, Miguel Arraes, Fernando Gabeira, Herbert de Souza (Betinho), Márcio Moreira Alves, entre outros.