1956

Vida e Obra

  • Em comemoração ao seu cinqüentenário, Radamés Gnattali é homenageado, na Rádio Nacional, com uma grande festa e um concerto com obras de sua autoria, além da inauguração de um estúdio com o seu nome.  (profissional – 32 ; 19) (documento – 173)
  • Primeira audição mundial da Sinfonia Popular nº 1, no Teatro Municipal de São Paulo, com a Orquestra Municipal, sob a regência do maestro Armando Belardi e, em seguida, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com  a Orquestra Sinfônica Brasileira, sob a regência do maestro Léo Peracchi. (programa – 117-a) (partitura – 218-02)
  • Radamés Gnattali e Paulo Tapajós lançam, na Rádio Nacional, o programa Cancioneiro Royal, apresentando aspectos da música popular e folclórica brasileira.
  • Radamés ganha o prêmio das Seleções Musicais Bayer, de melhor maestro-arranjador, por sua Rapsódia de Ary Barroso[1].
  • Em setembro, a Rádio Nacional comemora o seu 20º aniversário em grande gala, realizando o Festival de Música Brasileira  no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com direção geral de Paulo Tapajós. O programa conta com a participação da Orquestra e Coro da Rádio Nacional e o seu grande elenco de cantores e cantoras, locutores e músicos solistas, como Jacob do Bandolim, José Menezes, Raul de Barros, Abel Ferreira, Chiquinho do Acordeom, entre outros; arranjos de Radamés Gnattali e regências de Radamés e Romeu Ghypsman.  (programa 115 ; 116)
  • Radamés grava, na Continental, a Suíte popular brasileira para violão elétrico e piano (1953), de sua autoria. A gravação é feita em play-back (que acabara de estrear no Brasil), ou seja, Radamés grava o piano no Rio e envia a fita para os Estados Unidos, a fim de que Laurindo de Almeida (a quem a peça é dedicada)  sobreponha a parte de violão. (capa de LP 105_0518.JPG) (amigos – 4)
  • A gravadora Continental lança, de Radamés, o choro Bate-papo a três vozes, interpretado por Radamés (piano), Pedro Vidal (contrabaixo) e Luciano Perrone (bateria).

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[1] Peça sem registro, não consta do arquivo particular do autor.

 

Radamés compõe

  • Brasiliana n° 7 – para saxofone tenor e pianodedicada a Sandoval de Oliveira Dias
  • Brasiliana nº 8 – para dois pianos
  • Concerto nº 1 – para harmônica e orquestra de câmara – dedicado a Edu da Gaita
  • Retratos[1]– para bandolim solista, cavaquinho, 2 violões, pandeiro e orquestra de cordas peça dedicada a Jacob do Bandolim (partitura 003-02)
  • Sinfonia popular nº 1

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[1] Retratos: peça estruturada em quatro movimentos em que Radamés traça o perfil musical de quatro grandes nomes da música brasileira: I. Pixinguinha; II. Ernesto Nazareth;  III. Anacleto de Medeiros; IV. Chiquinha Gonzaga. Para elaborar os seus retratos, Radamés extrai, com muita sutileza, elementos temáticos essenciais de composições célebres desses autores sem, no entanto, citar literalmente qualquer dessas músicas.

 

No Brasil e no mundo

  • Estréia a peça Orfeu do Carnaval, de Vinicius de Moraes, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com direção de Léo Jusi. A peça marca o início da parceria Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes.
  • João Guimarães Rosa escreve Grande Sertão: Veredas, uma das obras mais importantes da literatura brasileira.

 

  • Juscelino Kubitschek toma posse na presidência da República. Com base em seu Plano de Metas, empreende diversas realizações desenvolvimentistas. Uma delas é a transferência da capital federal para Brasília.