1932

  • Radamés casa-se com Vera Maria Bieri, pianista formada, natural de São Leopoldo (RS), sua companheira por 33 anos, com quem teve dois filhos, Alexandre e Roberta.

 

Juventude_
Radamés e  Vera

 

 

  • Sob a regência do maestro Francisco Braga, Radamés apresenta-se no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, interpretando o Concerto em Si bemol de Tchaikovsky [1].

 

recortes_
Correio da manhã (RJ) – 06.10.1932
» Primeiro concerto de Assignatura da Symphonica.

 

  • Sem possibilidade de sobreviver no Rïo de Janeiro apenas como concertista e compositor de música erudita, Radamés passa a atuar no mercado de música popular, tocando piano ou viola, em orquestras de cinema e de baile.

 

 

profissional_A música popular já fazia parte do seu dia-a-dia, desde Porto Alegre, onde participava de conjuntos de choro e samba e da “Ideal Jazz Band”.
Na foto, Radamés é o do cavaquinho, à direita.

 

 

 

  • A pianista Dora Bevilacqua executa a Rapsódia Brasileira (1930), de Radamés, no Instituto Nacional de Música.

 

  • Em 21 de outubro, a Companhia de Theatro Typico Brasileiro estreia, no Theatro João Caetano, do Rio de Janeiro, a peça musicada, Marquesa de Santos, de Luís Peixoto e Baptista Júnior, com músicas e regência de Radamés Gnattali.

 

programas_

 

  • No dia 18 de novembro, no Theatro João Caetano, em substituição à Marquesa de Santos, a grande Companhia de Teatro Typico Brasileiro estreia a peça de costumes, em 2 atos e 6 quadros, Sertão, de Jayme Ovalle e Radamés Gnattali, este, autor das músicas e regente.

 

  • Ainda em novembro, a Associação dos Artistas Brasileiros, em seu 10º concerto, faz uma audição de composições de Radamés e de Luiz Cosme; entre os intérpretes, além dos autores, o violinista Oscar Borgerth e o violoncelista Iberê Gomes Grosso.

 

  • Radamés é contratado pela gravadora Victor Talking Machine Co. of Brazil, como pianista das orquestras Típica Victor, Diabos do Céu e Guarda Velha, sob a direção do maestro Alfredo da Rocha Vianna Filho (Pixinguinha).

 

 

  • Nasce, em São José do Rio Preto (SP), o clarinetista, saxofonista, compositor e arranjador Paulo Moura (Paulo Gonçalves de Moura) a quem Radamés dedica, em 1959, Valsa triste, com acompanhamento de guitarra elétrica, contrabaixo e bateria, dentre uma série de peças para saxofone alto e piano.

 

 

Radamés compõe: 

    • Acalanto para orquestra de câmara
    • Nêgo véio tá sonhando (batuque) para violoncelo e pianodedicado a Iberê Gomes Grosso
    • Serestas nº 2 para quarteto de cordas

 

 

  • Realiza-se, na Praça Onze, o primeiro desfile competitivo das escolas de samba do Rio de Janeiro, sagrando-se campeã a Estação Primeira de Mangueira.

 

  • Villa-Lobos assume o cargo de diretor do SEMA – Superintendência de Educação Musical e Artística, órgão normativo e pedagógico do novo governo federal. Fica no cargo até 1945.

 

 

  • Eclode a guerra civil entre São Paulo e as forças getulistas, conhecida como Revolução Constitucionalista, terminando com a derrota dos oposicionistas.

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  • [1] A pesquisadora Valdinha Barbosa, biógrafa do maestro, em seu livro Radamés Gnattali – o eterno experimentador informa que este é o último concerto de Radamés como intérprete de obras de outros compositores. A partir de então passará a apresentar-se publicamente interpretando, exclusivamente, peças de sua autoria.