1930

  • Eclode no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e Paraíba a Revolução de 1930 [1], que força a deposição de Washington Luís, dando fim à República Velha, célebre por suas eleições fraudulentas, pela compra e venda de votos, por favorecer, sempre, os interesses das oligarquias.

 

  • Radamés (com 24 anos), os irmãos Luiz e Sotero Cosme, entre outros amigos, alistam-se como voluntários nas forças revolucionárias. O pai, Alexandre, acompanha-os ao embarque. Ao chegar em Florianópolis, porém, a revolução havia terminado.

 

 

 

 

 

  • Em 17 de setembro, Radamés estreia como compositor, com um recital de piano no Teatro São Pedro, em Porto Alegre. As peças apresentadas são Prelúdio n.º 2 (Paisagem) e Prelúdio n.º 3 (Cigarra), ambas compostas neste mesmo ano.

 

 

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  • O violinista Romeu Ghipsman grava, na Odeon, Canto de violino (1928), para violino e piano. Provavelmente, esta é a primeira composição de Radamés a ser lançada em disco.

 

 

 

  • Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o violonista Manoel da Conceição (mais conhecido como “Mão de Vaca”) [2], por quem Radamés tinha grande admiração.

 

 

 

Radamés compõe: 

    • Alma Brasileira (choro) para piano
    • Prelúdio n.º 2 (Paisagem) para piano 
    • Prelúdio n.º 3 (Cigarra) para piano 
    • Rapsódia brasileira para piano – dedicada a Ângelo Guido
    • Serestas nº 1 para quarteto de cordas

 

 

 

  • São criados os primeiros programas de auditório nas rádios do Rio de Janeiro.

 

  • Adhemar Gonzaga cria a Cinédia, primeiro estúdio cinematográfico brasileiro.

 

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  • [1] Instala-se o governo provisório de Getúlio Vargas no Rio de Janeiro, capital da República. O presidente depõe todos os governadores dos estados e dissolve o Congresso Nacional. São criados o Ministério do Trabalho, da Indústria e Comércio e o Ministério da Educação e da Saúde Pública.
  • [2] Radamés, em depoimento no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, em 1985, declara: “No início da bossa nova, eu telefonava pra ele e perguntava: Manoel, como é a harmonia dessa música? Ele aí cantava as notas dos acordes, com as dissonâncias todas. É incrível!”. Manoel, presente ao depoimento, se justifica: “Eu sempre estudei, maestro, mas o ouvido sempre me atrapalhou”.