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Bartholomeu Fossati, pai de Carlo, avô materno de Radamés.
Bartholomeu Fossati, pai de Carlo, bisavô de Radamés.
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Carlo Giovanni Battista Fossati (1844-1927), avô de Radamés, nasceu em Turim, Piemonte, norte da Itália. Estudou no famoso Liceu da cidade. Após o término do curso, passou a dedicar-se à escultura, arte que aprendeu com o pai, Bartholomeu Fossati, em cujo ateliê trabalhou até os vinte e cinco anos de idade, quando decidiu vir para a América do Sul. Chegou ao Rio de Janeiro em 1869. Contratado pelo governo brasileiro para orientar tecnicamente os trabalhos de extração de mármore das jazidas de Encruzilhada e Caçapava, no Rio Grande do Sul, deslocou-se para a província em 1871. Devido à falta de estrutura material e de operários qualificados, não foi possível dar continuidade à empresa. Pediu rescisão do contrato e permaneceu na província. Encaminhou-se para Porto Alegre onde residiria até seu falecimento, aos 83 anos de idade. Para mais informações sobre Carlo Fossati, visite o sítio http://www.geocities.com/carlofossati/
PAIS DA MARIA WEINGARTNER
Miguel Weingärtner e Anna Catharina Heil, pais de Maria Weingärtner, avó materna de Radamés.
Adélia Fossati Gnattali
Adélia Fossati Gnattali, (1880-1954) mãe de Radamés. Boa pianista e professora de piano, iniciou Radamés, Ernani e Aída no instrumento. Os filhos Alexandre e Maria Terezinha foram musicalizados pelo pai e pela irmã, Aída. Porto Alegre (RS), 1905.
Família Fossati - 2
Carlo Fossati e Maria Weingärtner Fossati, avós maternos de Radamés, com os filhos, em 1902. De pé, da esquerda para a direita, Adélia (mãe de Radamés), Camillo, Cesar, Emília, Vittorio, Arthur, Pascoal e Frederica. Sentados, Paulina, Maria (mãe), Nina (Ítala), Carlito (Carlo, filho), Carlo (pai) e Virgílio. Todos estudaram música. As mulheres, piano; os homens, piano e violino ou violoncelo. Vittorio, além de piano, tocava flauta muito bem. Porto Alegre (RS), 1902.
Àrvore genealógica da família Weingärtner Fossati. Pesquisa e organização por Jussara Gomes Gruber (bisneta de Emília), em 2010.
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Angelo Gnattali e Teresa Bighelli Gnattali, avós paternos de Radamés, eram naturais de Verona, norte da Itália. Deles, sabe-se muito pouco. Aída, irmã de Radamés, lembra uma velha história: ‘Um belo dia, esse meu avô achou uma bolsa cheia de dinheiro. Não contou a ninguém, escondeu a bolsa e esperou que aparecesse o dono. E apareceu. Ele foi lá, devolveu todo o dinheiro e foi embora sem esperar qualquer recompensa. As pessoas ficaram admiradas com o gesto daquele homem porque sabiam que ele e a mulher lutavam com muita dificuldade para criar os filhos. Angelo, l'onestà in persona, era assim que as pessoas da região se referiam ao meu avô. Papai tinha muito orgulho disso’.
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Alessando (único Gnattali a vir para a América), filho de Ângelo e Teresa, irmão mais novo de Francesco, Giovanna, Líbera e Maria. Imigrante italiano, operário, marceneiro de ofício, chegou ao Brasil com 20 anos, em 1896, ano da morte de Carlos Gomes. Na bagagem, o desejo ferrenho de tornar-se músico. Aída, sua filha, esclarece: ‘Não havia nenhum Gnattali músico até então. Os músicos eram os Fossati, a família da minha mãe. Quando chegou em Porto Alegre, papai foi informado de que havia lá uma família de músicos e professores de música. Eram os Fossati'. No Brasil, Alessandro abrasileirou o seu nome para 'Alexandre' mas não se tem notícia de que tenha se naturalizado brasileiro. Alexandre (Alessandro) Gnattali (1876-1942)
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A foto original chegou a Porto Alegre enviada de Verona pelo pai. Sentados, Angelo Gnattali e Teresa Bighelli Gnattali. No centro, de pé, a filha Giovanna. Alexandre (Alessandro), o caçula, que nunca mais retornaria à Itália, mandou colocar a sua imagem na foto e despachou uma cópia de volta para a família. Ausenstes na foto os irmãos Francesco, Líbera e Maria.
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Francesco, filho de Angelo e Teresa Gnattali, tio de Radamés, estudou medicina mas morreu tuberculoso, poucos anos depois de formado. ‘Naquele tempo, só o irmão mais velho ia para a universidade, porque o meu avô não tinha como pagar estudo para todos os filhos. O meu pai, que queria ser músico (tocava um pouco de bandolim), teve que ir trabalhar como operário’, contava Radamés. ‘Minha avó ainda lavava a roupa dos professores da universidade para ajudar a pagar os estudos do Francesco. Eles eram muito pobres’, acrescenta Aída.
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Aída, irmã de Radamés, dizia que o irmão fora 'fruto do amor', pois, nascera em 27/01/1906, a exatíssimos 9 meses da noite de núpcias dos seus pais. Porto Alegre (RS), 27/04/1905. Casamento de Alexandre Gnattali e Adélia Fossati.
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Porto Alegre (RS), 27/04/1905. Casamento festejado em grande estilo, com direito a concerto e baile.
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Labutando até no dia do casamento, o maestro era o noivo! E quem comandou o baile foi nada menos que o irmão da noiva, o flautista Vittorio Fossati, disfarçado de Victor Itassof.
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Cesar Fossati (tio Mena, professor de piano do cunhado, Alexandre) estudou piano e violino na Europa. Sua filha, Olga (foto), aos 14 anos, dentre 21 candidatos, venceu um concurso de violino no Conservatório Musical de Bruxelas, na Bélgica. Prima mais velha, foi professora de violino de Radamés, Ernani e Aída.
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Olga Fossati, prima e professora de violino de Radamés, grava no Rio de Janeiro, três discos para a Casa Edison (Odeon Record), datados de dezembro de 1913, com participação do seu tio, o violoncelista Pascoal Fossati.
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Pascoal Fossati, tio de Radamés, estudou violoncelo e se formou na Bélgica. Mudou-se para a capital federal na década de 1940, ingressando na Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde trabalhou até aposentar-se. ‘Era muito bom músico, mas preferia sentar-se na última fileira. Tinha horror de aparecer’, lembra Aída Gnattali, sua sobrinha.
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Carlo Fossati, o patriarca, com o filho primogênito Cesar, o neto Romeu (filho de Cesar) e o bisneto Paulo (sobrinho de Romeu).
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Radamés e Ernani nasceram na casa da Rua Fernandes Vieira, Bom Fim, construída no terreno da casa do avô Carlo. ‘Vê essa chupeta? Estava sempre novinha. Ele nunca chupou chupeta. Mamãe insistia pra ele usar mas não havia meio’, conta Aída Gnattali, irmã do maestro.
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Radamés, em 1908.
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'Papai sempre fazia ensaios em casa, com os amigos músicos. Mamãe contava que Radamés, com 3 ou 4 anos, corria pra pegar o seu violinozinho. Papai arrumava-lhe uma estante de música, colocava uma partitura qualquer e dizia: fique aí, bem quietinho, para não atrapalhar os adultos. Ele ficava lá, muito sério, imitando os gestos dos músicos, quando um virava a página, ele virava a dele, também ', conta Aída.
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Fala o maestro: ‘Naquele tempo, em Porto Alegre, todo bairro tinha uma espécie de clube de italianos, de operários. Aquele lá chamava-se Helena de Montenegro, em homenagem à filha do Rei da Itália. Lá tinha jogo de bocha, faziam baile e tinha professora de italiano pra ensinar às crianças. Ali que eu comecei a estudar’.
Escola Italiana Helena de Montenegro
'Escola Priincesa Helena de Montenegro', onde Radamés aprendeu as primeiras letras. Nome dado em homenagem à filha do rei Niclolau I de Montenegro, IItália . Na foto, em destaque, o irmão Ernani.
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Radamés e o seu irmão, Ernani (1908/1968), em fins de 1908. ‘Eu era pra me chamar Ernani, minha mãe gostava muito desse nome. Mas, na época, nasceu o filho de uma parenta e ela lhe deu o nome de Ernani. Quando eu nasci, minha mãe, pra não botar o mesmo nome, escolheu Radamés. Mas o guri morreu uns meses depois. Aí, quando nasceu o meu irmão, minha mãe então deu a ele o nome de Ernani’, contava Radamés.
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Dia do batizado do irmão Ernani (1908-1968) e inauguração da casa da Rua Silveira Martins, nº 10, hoje Rua Gal. João Telles, nº 128, em Porto Alegre. Na foto, da esquerda para a direita, o sapateiro e amigo da família, Caetano dal Fiume, Radamés no colo do pai Alessandro, tio Vittorio com Ernani no colo, a esposa Elisa e tia Paulina. Mais para a direita, tia Nina, de blusa branca. Na frente, a prima Maria, de vestido branco (veio a ser ótima pianista) e tio Virgílio, segurando o chapéu. Na janela da esquerda, Frederica e Adélia, mãe de Radamés. Na outra janela, a avó Maria Weingärtner Fossati e tia Emília, mãe da menina Maria.
Radamés com 5 ou 6 anos, no Colégio N. Senhora do Bom Consellho.
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Enterro da avó Maria Weingärtner (1852-1910). A escultura que adorna o túmulo é de autoria do marido, Carlo Fossati. Além de Radamés, aparecem na foto tio Camillo, Adélia (mãe de Radamés), tia Paulina e Elisa, esposa do tio Vittorio.
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Aída Gnattali, irmã de Radamés, com um ano de idade.
Alexandre e Adélia com os filhos, em 1914. A partir da esquerda, Radamés, o pai Alexandre (com Aída no colo, a mães Adélia e Ernani. Os filhos Alexandre e Maria Terezinha ainda não eram nascidos.
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Maria Teresinha Gnattali (1926 -1946), irmã caçula de Radamés.
'Professor d piano sr. Alexandre Gnattali' (pai de Radamés).
Juventude_
Radamés, aos 9 anos, ganhou medalha e certificado do cônsul da Itália por ter regido uma pequena orquestra de crianças na Sociedade Italiana, executando arranjos de sua autoria. ‘Minha mãe contava que as crianças foram parando de tocar, uma a uma, porque os arranjinhos não eram lá muito fáceis. Radamés foi ficando nervoso, mas continuou tocando até o fim, foi o único que não parou’, relembra Aída. Em depoimento gravado no Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, em 28/08/1985, Radamés se diverte com a história e minimiza o feito: ‘Ah, aquilo foi uma brincadeira, uma palhaçada’.
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Orquestra da Sociedade Musical Porto-Alegrense (RS). Alexandre Gnattali é o fagotista, ao fundo, em pé, à direita.
De volta a Porto Alegre, após o sucesso obtido com o seu concerto no Rio de Janeiro, ainda em 1924, Radamés presta exame final no Conservatório e concorre ao prêmio Araújo Vianna, com medalha de ouro. Radamés vence o concurso com pontuação máxima. A entrega da medalha, no entanto, só se daria alguns anos mais tarde. A foto é do dia do recital de formatura dos alunos do professor Guilherme Fontaninha.
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* Nise Poggi Obino (1918-1995). Pianista e professora. Em 1934, diploma-se pelo Instituto de Belas Artes de Porto Alegre (RS) e, no ano seguinte, obtém o prêmio máximo do concurso Araújo Viana, com medalha de ouro e viagem à Europa. Em 1944, viaja pelo Brasil dando concertos em recitais, em missão do Ministério da Educação e Saúde Pública. Em 1945, no Uruguai, faz curso de aperfeiçoamento com Fritz Busch (1890-1951) e apresenta-se com a Orquestra do Sodre. Fonte: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Em 30 de dezembro de 1927, Radamés recebe a medalha de ouro do concurso que vencera em 1924, no Conservatório Musical de Porto Alegre. Aída esclarece: ‘Radamés foi o único, daquela geração, que conseguiu tirar a nota máxima: 60 pontos. Depois dele, anos depois, só a Nise Obino* conseguiu essa pontuação’.
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Orquestra de alunos do Ginásio Nossa Senhora do Rosário. Sentado, de óculos, o maestro e professor de piano Alexandre Gnattali. pai de Radamés. Porto Alegre, 1936.
Radamés, em 1922.
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Com 16 anos, Radamés já defendia uns trocados tocando piano no sexteto instrumental do Cine Colombo, no bairro Floresta, em Porto Alegre, ganhando 10 mil réis por dia. Esse grupo era formado por dois violinos (Luis e Sotero Cosme), flauta (Julio Grau), piano (Radamés), cello e contrabaixo. Nesse período integrou, também, como pianista, a Ideal Jazz Band, da Confeitaria Colombo, composta de flauta, pistão, trombone, violino, cello, piano e contrabaixo.
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‘Radamés era vagabundo que só ele. Não estudava nada, não sei como conseguia tocar peças tão difíceis. Tinha uma facilidade...’, comentava sua irmã Aída.
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Porto Alegre, 1924.
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Foto: acervo particular Radamés Gnattali Radamés, primeiro à direita, ao violão, participa de um conjunto de choro, em Porto Alegre. Na foto, uma apresentação do grupo no bairro 'Tristesa', em 1925.
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Preparando-se para os primeiros vôos no Rio de Janeiro, em 1924.
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Em 1924, com 18 anos, cursando o último ano de piano em Porto Alegre, Radamés é levado ao Rio de Janeiro por seu professor e diretor do Conservatório, Guilherme Fontaninha, para realizar um recital no Instituto Nacional de Música. No programa, Liszt e Bach. ‘O Fontaninha queria mostrar um aluno dele e me trouxe aqui pro Rio. Convidou toda a crítica, até a Guiomar Novaes estava lá’.
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'Os Exagerados', bloco carnavalesco liderado por Sotero Cosme, em Porto Alegre. Além de Radamés (cavaquinho) e Sotero (violino), participavam do grupo Luiz Cosme (violino), o primo Romeu Fossati (na foto, tocando violino) e outros amigos e parentes.
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Foto: acervo particular Radamés Gnattal Quando jovem, em Porto Alegre, Radamés já participava de conjuntos de choro, tocando violão ou cavaquinho, ou como pianista de pequenas orquestras de cinema e confeitarias.
Porto Alegre, 1926. A partir da esquerda, Aída (irmã de Radamés), uma amiga da família, tia Emília e Ernani (irmão de Radamés) Sentado, Radamés, com Maria Terezinha, no colo, a irmã caçula.
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Quarteto Henrique Oswald: da esquerda para a direita, vê-se Luiz Cosme (2º violino); sentados, Radamés (viola) e Sotero Cosme (1º violino); de pé, à direita, Carlos Kromer (violoncelo). No centro, D'Allor, contrabaixista que unia-se ao quarteto eventualmente. Curiosidade: o monóculo e o bigodinho de Sotero foram aplicados diretamente sobre a foto pelo próprio, que, além de violinista, era, também, desenhista e pintor. Outro violoncelista que integrou o quarteto foi o italiano Arduino Rogliano.
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Uma foto da orquestra sinfônica da Sociedade Musical Porto-Alegrense, fundada por Alexandre Gnattali, sendo dirigida pelo grande maestro Francisco Braga, em visita à cidade de Porto Alegre, capital do estado do Rio grande do Sul, por volta de 1928. Estão na foto, além de Radamés (viola), membros da sua família, como sua prima e professora de violino Olga Fossati (spalla), o tio Camillo (viola), o primo Pascoal (violino) e seu pai, Alexandre (fagote).
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Radamés, em foto-montagem de Aída, sua irmã pianista e apaixonada por fotografia.
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Radamés, em 1926, com 20 anos, compõe Batuque, para piano solo. Sua obra de concerto mais antiga, constante em seu arquivo.
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Ao desembarcarem em Florianópolis, porém, chega a notícia de que a revolução havia terminado. Em 1930, com 24 anos, Radamés e alguns amigos, dentre eles Luiz Cosme, alistam-se como voluntários nas forças revolucionárias. O pai, Alexandre, acompanha-os ao embarque.
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[A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) só seria fundada em 1950]. Na foto, Alexandre Gnattali, por volta de 1939. Aída Gnattali com a palavra: ‘Papai estudou música e piano com o tio Mena (Cesar Fossati), irmão da minha mãe. Era muito esforçado, trabalhava o dia inteiro como marceneiro e só podia estudar música à noite. Juntou um dinheirinho e comprou um piano velho. Os amigos, por diversas vezes, o encontravam dormindo por cima do piano. Mais tarde, comprou um fagote, um método e estudou sozinho. Em poucos anos, tornou-se professor de piano, maestro e fagotista de orquestra. Lutou muito, muito mesmo, para realizar o sonho de fundar uma orquestra sinfônica em Porto Alegre, mas não conseguiu. Era difícil reunir aqueles músicos, que faltavam aos ensaios, não queriam dar duro. Papai ainda tirava dinheiro do próprio bolso para manter a orquestra’.
Maestro Alexandre Gnattali e a orquestra de alunos do Ginásio Nossa Senhora do Rosário (c. 1936).
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‘Minha mãe era dona de casa, fazia todo o serviço e ainda tinha tempo pra ensinar música para os filhos. Era uma mulher extraordinária. Minha irmã Aída sempre diz que a mamãe tinha uma intuição musical fabulosa’, orgulhava-se Radamés. Adélia Fossati Gnattali
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Bironga, o gato de Radamés, na década de 1920, em Porto Algre (RS).
Radamés Gnattali
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Alexandre Gnattali Filho (1918-1990), maestro, compositor e arranjador, estudou piano com o pai e com a irmã Aída. Ainda em Porto Alegre, estudou harmonia com o maestro Roberto Eggers, da Rádio Gaúcha. No Rio de Janeiro estudou harmonia, contraponto e composição com Newton Pádua (1894-1966). Em 1943 mudou-se para o Rio e começou a trabalhar na Rádio Nacional, ao lado dos irmãos Radamés e Ernani. Ali permaneceu, como maestro e arranjador, até meados da década de 1960, quando foi contratado pela extinta TV Excelsior. Passou a colaborar com a gravadora CBS, onde trabalhou como arranjador e regente, até aposentar-se. Compôs diversas trilhas para cinema, teatro e televisão. Entre outras, dirigiu a montagem brasileira do musical americano My fair lady, em 1961, com Bibi Ferreira e Paulo Autran, e assinou a direção musical de diversos filmes, como Rio Zona Norte, de Nelson Pereira dos Santos.
Pianista e professora de piano Aída Gnattali (1911-2008), irmã de Radamés, aos 16 anos.
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Radamés, em 1927.