Radamés e seu tempo 1981-1990

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  • 1981

    • O projeto Seis e meia do Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, apresenta um espetáculo reunindo Radamés Gnattali, Joel Nascimento e a cantora Zezé Gonzaga, com acompanhamento da Camerata Carioca [1].
       
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    O Globo (RJ), 19/01/1981
       
    • Radamés Gnattali, o bandolinista Joel Nascimento e a Camerata Carioca [2] apresentam o show Vivaldi e Pixinguinha, roteirizado e dirigido por Hermínio Bello de Carvalho, na Sala Guiomar Novaes, da Funarte, no Rio de Janeiro (RJ), e no Teatro Guaíra, em Curitiba (PR).
     
    • Em 23 de novembro realiza-se no Teatro João Caetano, o lançamento do Prêmio Shell para a Música Brasileira, com o concerto Sempre Pixinguinha, em homenagem ao compositor Alfredo da Rocha Vianna Filho (Pixinguinha). Participação de Radamés Gnattali (piano, arranjos, regência), Joel Nascimento (bandolim), Camerata Carioca [3] e orquestra.
     
    • Radamés assina a direção musical e arranjos do filme Eles não usam black- tie, de Leon Hirsman, com roteiro de Gianfrancesco Guarnieri e Hirszman, e música-terma de Adoniran Barbosa e Guarnieri, “Nóis não usa blequetais”.
         
    • Radamés compõe:
      • Brasiliana nº 8 para dois violões (do original para dois pianos, de 1956)dedicada ao Duo Assad
      • Brasiliana nº 8 para grande orquestra (do original para dois pianos, de 1956)
      • Concerto nº 3 para dois violões, com flauta, tímpanos e orquestra de cordas (do original para violão e orquestra, de 1957) – dedicado aos Irmãos Assad.
      • Retratos para Camerata Carioca [4], com orquestra de cordas, bells e tímpanos (do original para bandolim, com conjunto de choro e orquestra de cordas, de 1956/57)
      • Retratos para dois violões (do original para bandolim, com conjunto de choro e orquestra de cordas, de 1956/57)
      • Tocata em ritmo de samba nº 2 para violão solo dedicada ao violonista, compositor e arranjador Waltel Branco (1929-2018).
      • Tocata em ritmo de samba nº 2 para a Camerata Carioca [5] (bandolim, cavaquinho, 2 violões, violão 7 cordas, pandeiro)
      • Tocata em ritmo de samba nº 2 para dois violões – versão dedicada ao Duo Assad
      • Trio para bandolim e dois violões // Sexteto, para bandolim, cavaquinho, 2 violões, violão 7 cordas, pandeiro (ampliação do Trio para bandolim e 2 violões) [6].
         
    • No Rio de Janeiro, militantes de extrema-direita, contra a abertura política promovida pelo governo, promovem um atentado terrorista a bomba no centro de convenções Riocentro, durante a realização de um show de música popular em comemoração ao Dia Internacional do Trabalho. 
     
    • O presidente dos EUA, Ronald Reagan, sofre um atentado em Washington (DC-EUA).
     
    • O papa João Paulo II sofre um atentado na Praça de São Pedro, no Vaticano.
     
    • O time do Flamengo, em Tóquio, sagra-se Campeão Mundial de Futebol de Clubes.
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    • [1] [2] [3] [4] [5] Para Camerata Carioca consulte o Glossário.
    • [6]  Radamés compôs, posteriormente, um complemento opcional de cavaquinho, violão 7 cordas e pandeiro para ser executado com o Trio, ampliando-o para sexteto, a formação da Camerata Carioca.
         
  • 1982

    • A Funarte lança o elepê Vivaldi e Pixinguinha, produzido por Hermínio Bello de Carvalho, com Radamés Gnattali, Joel Nascimento e a Camerata Carioca [1], interpretando obras de Pixinguinha e o Concerto Grosso op. 3 nº 11 (Estro armonico) de Antonio Vivaldi, em transcrição de Radamés para cravo, bandolim, cavaquinho, dois violões e violão 7 cordas.

     

    • Ainda pelo selo Funarte, é lançado o elepê Tributo a Garoto, apresentando o duo Raphael Rabello (violão) e Radamés Gnattali (piano) interpretando músicas do homenageado e uma transcrição, para violão e piano, do Concertino nº 2 para violão e orquestra, que Radamés dedicou a Garoto (Aníbal Augusto Sardinha) em 1951.

     

     

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    Radamés e Raphael Foto: Wilton Montenegro

     

     

     

    Concertino nº 2 para violão e orquestra (redução da orquestra para piano)
    I – Allegro (trecho)
    Raphael Rabello, violão
    Radamés Gnattali, piano
    Funarte – PA-82001 (1982)

     

     

    • Em 24 de novembro realiza-se na Sala Cecília Meireles o concerto de entrega do Prêmio Shell para a Música Brasileira ao compositor e pianista Antonio Carlos Jobim. Participação da cantora Olivia Byington e do violonista Raphael Rabello. Tom Jobim apresenta o choro inédito “Meu amigo Radamés”, tocando em duo de pianos com Radamés Gnattali, que assina os arranjos e a direção musical do concerto.

     

     

     

    • Radamés compõe:     
      • Canção e dança para contrabaixo e orquestra de cordas (do original para contrabaixo e piano, de 1934) – transcrição solicitada pelo contrabaixista Sandrino Santoro e a este dedicada.
      • Concerto para acordeom, com acompanhamento de bandolim, cavaquinho, piano, duas tamboras, dois violões, violão 7 cordas e orquestra de cordas (do original para acordeom e orquestra de cordas, de 1977)
      • Sonatina coreográfica (Quatro movimentos dançantes) para flauta, piano, bateria e contrabaixo (do original para piano, de 1950)
      • Suíte Brasileira para a Camerata Carioca [2] (flauta, piano, percussão, bandolim, cavaquinho, 2 violões, violão 7 cordas) (transcrição da Suíte para pequena orquestra, de 1940)

     

     

     

    • Em 15 de novembro, após 17 anos, realizam-se, em todo o país, eleições diretas para governadores, deputados federais, e estaduais e vereadores.

     

    • É lançado, no Japão, o primeiro CD (Compact Disc), gravado com tecnologia digital a laser.

     

     

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    • [1] [2] Para Camerata Carioca, consulte o Glossário.
  • 1983

    • Radamés é agraciado com o Prêmio Shell para a Música Brasileira, de música erudita, em concerto realizado dia 31 de agosto, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, para 2500 convidados. Radamés apresenta-se com a Orquestra Sinfônica do Prêmio Shell, sob a regência do maestro Mário Tavares. Nesse evento, acontece a estréia mundial do Concerto n.º 3 (seresteiro) para piano, conjunto regional e orquestra, tendo como solistas a Camerata Carioca [1] e o autor ao piano; também, em primeira audição mundial, o Concerto n° 3 para dois violões com orquestra de cordas, flauta e tímpanos (1957/1981), com o Duo Assad. Completam o programa, a Sinfonia popular nº 1 (1956), regida por Radamés, e o Concerto romântico para piano e orquestra (1949), tendo como solista, o autor.

     

     

     

    Radamés rege a Orquestra Sinfônica do
    Theatro Municipal do Rio de Janeiro

     

     

     

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    Jornal do Brasil (RJ), 31/08/1983 > Diana Aragão.

     

     

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    Jornal do Brasil (RJ), 03/09/1983 > Luiz Paulo Horta.

     

     

    • Durante uma série de eventos em memória aos 10 anos de morte de Pixinguinha, o maestro Radamés Gnattali, a cantora Elizeth Cardoso e a Camerata Carioca [2] apresentam, na Sala Funarte-Sidney Miller, no Rio de Janeiro, o recital Uma Rosa para Pixinguinha, produzido por Hermínio Bello de Carvalho. Ainda neste ano, o repertório do espetáculo é lançado em disco pela Funarte.

     

    • Radamés assina a sua última participação em cinema no filme Perdoa-me por me traíres, de Braz Chediak, em co-direção musical com Roberto Gnattali. O filme, sobre história original de Nelson Rodrigues, é estrelado por Vera Fisher, Nuno Leal Maia, Rubens Correa e Lídia Brondi, com música-tema, Mil perdões, de Chico Buarque.

     

     

     

    • Radamés compõe:
      •  Brasiliana n° 13 para violão – dedicada a Turíbio Santos
      • Concerto nº 3 (Seresteiro) para piano, Camerata Carioca [3] e grande orquestra (do original para piano e orquestra, de 1961)
      • Divertimento a três para violino, viola e violoncelo – dedicado a Nelson de Macedo
      • Quarteto nº 1 para quarteto de violões (do original para quarteto de cordas, de 1939)
      • Sinfonia popular nº 5 para grande orquestra (finalizada em 1984)
      • Sonata para dois violões com terceiro violão opcional (do original para violoncelo e violão, de 1969)
      • Variações sem tema para cavaquinho e piano – obra dedicada à cavaquinhista Luciana Rabello.

     

     

     

    • Morre, no Rio de Janeiro, RJ, um dos maiores amigos e companheiros de Radamés, de toda a sua carreira profissional, o violoncelista Iberê Gomes Grosso, concertista, membro da Academia Brasileira de Música, professor catedrático da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

     

    • A crise econômica brasileira agrava a situação de vida das classes populares e diversos supermercados são saqueados em todo o país.

     

    • É fundada a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

     

     

    __________

    • [1] [2] [3] Para Camerata Carioca, consulte o Glossário.
  • 1984

    • O primeiro concerto do VII Panorama da Música Brasileira Atual apresenta, na Sala Leopoldo Miguez, da Escola de Música da UFRJ, o duo Radamés Gnattali (piano) e Raphael Rabello (violão) interpretando, de Radamés, entre outras peças, o Concertino nº 2 para violão e piano (1951) e Noturnos para quarteto de cordas e piano (1958), com a participação do Quarteto de Cordas da UFRJ, tendo ao piano o autor.

     

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    Raphael Rabello e Radamés Gnattali.

     

    • Os violonistas Sérgio e Odair Assad gravam e lançam, na França,  pela GHA (coleção Guitare d’hier et d’aujourd’hui”), o Lp Gnattali, Piazzolla, Rodrigo, incluindo as seguintes obras de Radamés: Valsa e Corta-jaca (dois movimentos da suíte Retratos, do original para bandolim, conjunto de choro e orquestra de cordas, de 1956/57) e Brasiliana nº 8, (do original para dois pianos, de 1956). Lançado em LP no Brasil pelo selo Com Anima, SP, 1988.

     

    • Radamés participa do lançamento do Primeiro Pavilhão Nacional do Samba, no Rio de Janeiro, entre os dias 29/11 e 02/12. Entre os participantes, Beth Carvalho, Paulino da Viola, Tom Jobim, Dona Ivone Lara, Alcione, João Nogueira, Roberto Ribeiro, Francis Hime e o maestro Nelsinho, regendo uma  orquestra de 35 figuras.

     

     

     

    • Radamés compõe:
      • Trio nº 3 para piano, violino e violoncelo

     

     

     

    • Realiza-se, em São Paulo (SP), comício do movimento Diretas já, reunindo milhares de pessoas que reivindicam a volta de eleições diretas para presidente da República.

     

  • 1985

    • Em 28 de agosto, Radamés depõe para o Ciclo Personalidades, do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Presentes o pesquisador e escritor Jairo Severiano (coordenador do depoimento), o percussionista Luciano Perrone, o compositor e pianista Tom Jobim, o poeta e compositor Hermínio Bello de Carvalho, o violonista Manoel da Conceição,  os músicos Sérgio Saraceni e Aluisio Didier e a represetante do MIS, Elizabeth Formagini.

     

    • Radamés apresenta-se no I Free-Jazz Festival como pianista, compositor e arranjador, com o bandolinista Joel Nascimento e a Camerata Carioca [1], no Teatro do Hotel Nacional, Rio de Janeiro.

     

     

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    Jornal do Brasil, 06/08/1985.

     

     

    • Antecipam-se as comemorações dos 80 anos de Radamés.  A Funarte prepara, no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, um concerto em homenagem ao compositor, Grande Gala Radamés – 80, com lançamento do livro Radamés Gnattali – o eterno experimentador [2], de Valdinha Barbosa e Anne Marie Devos, contendo biografia e o primeiro catálogo impresso de obras de concerto e de música popular  do maestro.

     

    • Radamés, em plena atividade, aos 79 anos, assina os arranjos e a direção musical do álbum duplo do compositor e cantor Dorival Caymmi: Caymmi – Som, imagem, magia, lançado pela Sargaço Produções Artísticas, para a Fundação Emílio Odebrecht. Participação da Camerata Carioca [3] e orquestra de cordas dirigida pelo maestro Alexandre Gnattali.

     

     

     

    Radamés, ao piano, ensaiando com Dorival Caymmi.
    Foto: Claus Meyer / Josemar Ferrari

     

     

    • A Funarte lança o elepê Radamés Gnattali e um caderno de partituras com composições e arranjos do maestro. O disco conta com a participação de vários compositores e intérpretes, amigos de Radamés: Tom Jobim, Paulinho da Viola, José Menezes, Chiquinho do Acordeom, e os grupos Camerata Carioca [4]  e Brasil QuartetoO texto  de apresentação é de  Hermínio Bello de Carvalho e a produção artística de Joaquim Santos.

     

    • O selo Libertas lança o elepê Radamés Gnattali, de piano solo, em que o intérprete revisita, em arranjos extraordinários, clássicos populares da música brasileira, como Carinhoso e Cochicho, de Pixinguinha; Chovendo na Roseira e Corcovado, de Tom Jobim; Ponteio, de Edu Lobo e Capinan, entre outros.

     

     

     

    Poema de Tom Jobim dedicado ao amigo Radamés
    (Contracapa do elepê Radamés Gnattali)

     

     

    • Turíbio Santos grava na França, para Editions Costallat, a Brasiliana nº 13 (1983), de Radamés Gnattali, dedicada ao violonista.

     

     

     

    • Radamés compõe:
      • Concerto para bandolim e orquestra de cordas, dedicado ao bandolinista Joel Nascimento.
      • Pequena suíte para violão dedicada a Turíbio Santos
      • Retratos para piano e orquestra de câmara (do original para bandolim, com conjunto de choro e orquestra de cordas, de 1956)
      • Sonatina coreográfica para quarteto de violões (do original para piano solo, de 1950) – “dedicado à Turíbio Santos e sua orquestra de violões”
      • Suíte Brasileira – para piano e três violões dedicada ao Trio Opus 12, (transcrito da Suíte para pequena orquestra, de 1940)

     

     

     

    • É realizado, em Jacarepaguá, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, a 1ª edição do Rock in Rio.  O maior evento do gênero, no Brasil.

     

    • Fim do regime militar. Tancredo de Almeida Neves é o primeiro civil eleito presidente da  república, ainda pelo voto indireto, mas com apoio popular, após 5 presidentes militares.  Adoece repentinamente e morre antes de tomar posse, assumindo o vice-presidente, José Sarney.

     

    • Mikhail Gorbatchov, líder da União Soviética, dá início à perestroika (reestruturação econômica) e à glasnost (transparência política).

     

     

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    • [1] [3] [4] Para Camerata Carioca consulte o Glossário.
    • [2] Monografia vencedora do concurso promovido pela Divisão de Música Popular do Instituto Nacional de Música da Funarte, publicada em livro em 1984, Rio de Janeiro.
  • 1986

    • No início de 1986, pouco antes de completar 80 anos, Radamés sofre um grave acidente vascular cerebral. Os meses que se seguem são de intensa terapia para a sua reabilitação. Aluno aplicado, Radamés recupera pouco a pouco parte dos movimentos, o domínio da fala e da escrita. Por volta de outubro, o maestro já estuda várias horas de piano por dia, obtendo um progresso surpreendente. Os integrantes do Sexteto Radamés Gnattali [1] se animam, começam os preparativos para o concerto que marcaria o retorno do companheiro. No entanto o que todos temiam volta a acontecer. No final desse ano, Radamés sofre um segundo acidente vascular, de conseqüências muito mais sérias.

     

    • Radamés é homenageado em sessão especial no MAM (Museu de Arte Moderna) pelo seu 80º aniversário. Acamado, Radamés não pode comparecer. Participam da homenagem os músicos: Clara Sverner, Joel Nascimento, Paulo Moura, Laís de Souza Brasil, Lenir Siqueira, Paulinho da Viola, Chiquinho do Acordeom, Claudia Savaget, Aluísio Didier, Luiz Otávio Braga, Maurício Carrilho, entre outros.

     

     

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    Jornal do Brasil (RJ), 29/01/1986 > A noite de Radamés. Por Luiz Paulo Horta

     

     

    • Durante um concerto na capital paulista, a Câmara Municipal de São Paulo faz uma homenagem aos 80 anos de Radamés, oferecendo-lhe uma medalha e o título de Cidadão Emérito da cidade.

     

    • Em 14 de maio, realiza-se no Teatro São Pedro de  Porto Alegre (RS), com patrocínio da BASF, um concerto em homenagem aos 80 anos de dois compositores brasileiros: Radamés Gnattali e Waldemar Henrique. De Radamés são apresentados, em primeira audição, o Concerto para bandolim e orquestra de cordas (1985), tendo Joel Nascimento como solista (a quem a obra foi dedicada), e a Suíte Antiga para cordas (1973), com a Orquestra de Câmara de Blumenau, sob a regência de Norton Morozowicz. Nesse mesmo ano a empresa patrocinadora lança o 6ª volume da série dos Discos de  Cultura da BASF: “80 anos de música brasileira“. No repertórioas, as obras executadas no concerto.

     

     

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    O Globo (RJ), 26/06/1986 >
    Por Zito Baptista Filho

     

     

     

     

    • Em decreto de 24 de junho, o Governador do Estado do Rio Grande do Sul concede a Radamés Gnattali a Medalha Simões Lopes Neto como “reconhecimento da comunidade sul-rio-grandense aos cidadãos que se hajam destacado por sua excepcional atuação no campo da cultura, das artes, das letras, das ciências, (…).”

     

    • Radamés Gnattali é homenageado no programa Contraluz, da TVE, (gravado em 1985), dirigido e apresentado por Hermínio Bello de Carvalho. No trecho a seguir, com a participação do Quinteto Radamés Gnattali [2].

     

     

     

     

     

    • É criada, no Rio de Janeiro, a Orquestra Sinfônica Petrobras Pró-Música (atual Orquestra Petrobras Sinfônica), fundada pelo maestro Armando Prazeres, seu regente titular e diretor artístico até 1999.

     

     

    • Morre, no Rio de Janeiro (RJ), aos 88 anos, o compositor, pianista e maestro Francisco Mignone, um dos maiores nomes da música erudita brasileira, do século XX.

     

     

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    • [1] Para Sexteto Radamés Gnattali, consulte o Glossário.
    • [2] Para Quinteto Radamés Gnattali, consulte o Glossário.
  • 1987

    • O estado de saúde de Radamés é grave e não apresenta melhoras.

     

    • A Orquestra de Câmara de Blumenau (SC), sob a regência de Norton Morrozowicz, em turnê por cidades brasileiras,  apresenta-se no Rio de Janeiro, na Sala Cecília Meireles, no dia 08/05, executando em primeira audição o Concerto para orquestra de cordas (1971/73) de Radamés Gnattali.

     

    • No dia 29/05 o violonista Raphael Rabello apresenta, na Sala Cecília Meirelles (RJ), um programa exclusivo com composições e arranjos de  Radamés Gnattali. Participam como músicos convidados o contrabaixista Horondino Silva (Dininho) e a pianista Sonia Maira Vieira.

     

    • O selo Visom lança o elepê Raphael Rabello interpreta Radamés Gnattali, com as obras Brasiliana nº 13 (1983), Tocata em ritmo de samba I (1950) e Tocata em ritmo de samba II (1981), Dança Brasileira (1958) e os Estudos I, V e VII (1967). 

     

     

    elepê Raphael Rabello interpreta Radamés Gnattali

     

     

    • A Funarte/BASF lança o elepê Radamés Gnattali e Waldemar Henrique, apresentando, de Radamés, o Concerto para bandolim e orquestra de cordas (1985), com solo de Joel Nascimento, e a Suíte antiga para cordas (1973), ambas com a Orquestra de Câmara de Blumenau, sob a direção do maestro Norton Morozowicz.

     

     

    • O violonista Turíbio Santos, em concertos realizados na França, Inglaterra e Portugal, executa a Pequena suíte para violão que Radamés lhe dedica, em 1985. Em 1989, Turíbio grava a obra para a PR Discos, Rio de Janeiro. Esta pode ter sido a última obra original composta por Radamés, visto que é o título mais recente que consta no arquivo particular do compositor.

     

  • 1988

    • Morre Radamés Gnattali, em 03 de fevereiro, aos 82 anos. Seu corpo é velado no hall do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e depois levado para o cemitério São João Batista, em Botafogo [1]. 

     

     

     

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    Jornal do Brasil (RJ), 04/02/1988 >
    Por Luiz Paulo Horta

     

     

     

    Sinfonia Popular nº 1
    II – Lento com fantasia (trecho)
    Orquestra Sinfônica Brasileira
    Claudio Santoro, regente
    [ Selo Festa – Irineu Garcia -LDR5021 ]

     

     

     

    • Em 11 de fevereiro, realiza-se um concerto no Teatro João Caetano, organizado pelo poeta, compositor e escritor Hermínio Bello de Carvalho – Obrigado Radamés – Tributo a Radamés Gnattali. Participam do encontro vários músicos, amigos e admiradores do maestro.

     

     

    • O Festival Villa-Lobos, de 1988, é dedicado à memória de Radamés Gnattali, com execução de várias de suas obras, ao longo de seis concertos.

     

     

     

    • Em 05 de outubro é promulgada a Constituição da República Federativa do Brasil. O país volta à normalidade democrática.

     

     

     

     

     

     

     

     

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    • [1] Fonte: Hemeroteca da Biblioteca Nacional – Jornal do Brasil, 04/02/1988  <  Um gênio da música total  > Textos de João Máximo e Luiz Paulo Horta.