“(…) Não gosta de falar das próprias obras. Tem em relação a elas o desprendimento de uma macieira pelas suas próprias maçãs. Mas sem as maçãs de Radamés, a música brasileira perderia um dos seus recantos mais saborosos (1)”.

“O ecletismo de Radamés pode incomodar a um purista. Mas quem não tiver preconceitos, e tiver os ouvidos abertos, descobrirá facilmente um fabuloso artesão, um grande inventor de melodias, um eterno experimentador que fascina a juventude com sua própria juventude de espírito (2)”.

 

 

Luís Paulo Horta (1943-2013) (jornalista, escritor, crítico de música )

1- Extraído de texto datilografado, assinado pelo autor. Sem indicação de data. Acervo RG.

2- Trancrito do livro "Radamés Gnattali; o eterno experimentador", de Valdinha Barbosa e Anne Marie Devos. Rio de Janeiro: FUNARTE/INM/DMP, 1984.